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30 de out de 2011
A Cozinha da Bruxinha


Era dia de festa. Giselda chamou a bruxarada para se reunir na casa dela,
que ficava numa montanha bem alta, no mundo chamado . E festa na casa
de bruxa sabe como é, muita comida, poções mágicas e principalmente
muita música e alegria. As crianças não perderam tempo e foram para
floresta chamar seus amiguinhos encantados. O gnomo Imp, conhecido
como amigo das crianças não pensou duas vezes e aceitou o convite. "vai
ter pudim de nuvem?" – perguntou já com água na boca. Dadinha, a
bruxinha filha de Giselda, respondeu com orgulho: "Mas é claro, que vai ter
pudim de nuvem, eu mesma fiz...". Imp, o gnomo torceu o nariz,
quando essa bruxinha entra na cozinha, sai de baixo, que lá vem raio..."
As crianças todas riram, mas a bruxinha Dadinha não gostou, ficou
tristinha, quase chorou, pois tentava ser igual a mãe dela, Giselda, que
cozinhava pratos maravilhosos da culinária mágica das bruxas, receitas
que ela aprendera com sua mãe, que aprendeu com sua avó... Mas tudo
bem, era festa. As crianças voltaram para a casa da montanha. Era um
corre, corre, um zumzumzum, tinha até banda de música fazendo o maior
ziriguidum.
O almoço foi servido numa grande mesa, no jardim. Era um verdadeiro
banquete. Fazia um dia maravilhoso, o sol estava dourado como um pingo
de ouro, e o céu tão azul...O prato principal era arroz com ervas
perfumadas e frango, regado com nectar das flores, pra acompanhar farofa
de pó de estrela, que Giselda pegou do céu na noite anterior quando
passeava em sua vassoura.
Os convidados comeram que se lambuzaram, tudo tinha gosto de quero
mais. Todos agradeceram ao deus e à deusa pelo dia maravilhoso,
ensolarado, pelo alimento, e pela confraternização entre os amigos. E
quando todos iam se levantar da mesa: "Hei, gente, tem a sobremesa" –
gritou Dadinha – "foi eu quem fiz, e sozinha!" Todos se entreolharam, já
sabiam da fama da bruxinha. Ela tinha até boa vontade, mas não tinha
mão para a cozinha, pois cozinha de bruxa tem que ter concentração,
mentalizar as palavras certas, medir bem os ingredientes, ter muita, mas
muita paciência. E Dadinha era uma pimenta, estabanada e maluquinha,
Apesar de encantadora. Mas todos tiveram uma grande surpresa.
A menina trouxe o grande prato de pudim de nuvem, todos ficaram com
Água na boca só de olhar. "Que bela aparência!", "Deve estar gostoso!",
Foram os comentários, a bruxinha orgulhosa, deu a primeira fatia para a
Mãe que provou e aprovou, todos comiam e davam os parabéns para a
menina, e o pudim estava tão gostoso que eles se esqueceram que
quando se come essa sobremesa feita com nuvens do céu tem que se
falar as palavra mágicas que são: "Doce como o mel, que coisa louca, que
não se faça chuva no céu da boca". Quando um dos convidados lembrou
da simpatia, já era tarde demais e por causa disso, de repente, o céu
fechou, e uma grande nuvem negra se formou, uma tempestade pegou
todos de surpresa. Eles ficaram todos molhados. E quem pensou que a
chuva acabou com a festa, se enganou!
A banda continuou a tocar, e todos dançaram formando uma grande
ciranda. Deste dia em diante a bruxinha não errou mais nas receitas, só
fez comidinhas mágicas bem gostosas e ganhou o título de mestra cuca
mirim da cozinha da bruxa, não tinha festa que ela não era convidada pra
levar os seus quitutes, não teve um só canto daquele mundo encantado
que não passasse a conhecer a fama da cozinha da bruxinha.


************************
(Autora: Anne Glauce Freire)



Em declaração feita no ano de 2009, o Vaticano condenou o Halloween como uma festa perigosa carregada por vários elementos anticristãos. No Brasil, observamos que algumas pessoas torcem o nariz para a comemoração do evento por entendê-lo como uma manifestação distante da nossa cultura. No fim das contas, muito se diz a respeito, mas poucos são aqueles que examinam minuciosamente os significados e origens de tal festividade.

Desde a Antiguidade, observamos que várias festividades populares eram cercadas pela valorização dos opostos que regem o mundo. Um dos mais claros exemplos disso ocorre com relação ao carnaval, que antecede toda a resignação da quaresma. No caso do Halloween, desde muito tempo, a festividade acontece um dia antes da “festa de todos os santos” e, por isso, tem seu nome inspirado na expressão "All hallow's eve", que significa a “véspera de todos os santos”.

Pelo fato do 1° de novembro estar cercado de um valor sagrado e extremamente positivo, os celtas, antigo povo que habitava as Ilhas Britânicas, acreditavam que o mundo seria ameaçado na véspera do evento pela ação de terríveis demônios e fantasmas. Dessa forma, o “halloween” nasce como uma preocupação simbólica onde a festa cercada por figuras estranhas e bizarras teria o objetivo de afastar a influência dos maus espíritos que ameaçariam suas colheitas.

No processo de ocupação das terras europeias, os povos pagãos trouxeram esta influencia cultural em pleno processo de disseminação do cristianismo. Inicialmente, os cristãos celebravam a todos os santos no mês de maio. Contudo, por volta do século IX, a Igreja promoveu uma adaptação em que a festa sagrada fora deslocada para o 1° de novembro. Dessa forma, os bárbaros convertidos se lembrariam da festa cristã que sucederia a antiga e já costumeira celebração do halloween.

Por ter essa relação intrínseca ao mundo dos espíritos, o halloween foi logo associado à figura das bruxas e feiticeiras. Na Idade Média, elas se tornaram ainda mais recorrentes na medida em que a Inquisição perseguiu e acusou várias pessoas de exercerem a bruxaria. Da mesma forma, os mortos também se tornaram comuns nesta celebração, por não mais pertencerem a essa mesma realidade etérea.

Entre todos os desalmados, destaca-se a antiga lenda de Stingy Jack. Segundo o mito irlandês, ele teria convidado o Diabo para beber com ele no dia do Halloween. Após se fartarem em bebida, o astuto Jack convenceu o Diabo a se transformar em uma moeda para que a conta do bar fosse paga. Contudo, ao invés de saldar a dívida, Jack pregou a moeda em um crucifixo.

Para se livrar da prisão, o Diabo aceitou um acordo em que prometia nunca importunar Jack. Dessa forma, ele foi libertado e nunca mais importunou o homem. Entretanto, Jack morreu e não foi aceito nas portas do céu por ter realizado um trato com o demônio. Ao descer para os infernos, também foi rejeitado pelo Diabo por conta do trato que possuíam. Vendo que Jack estava solitário e perdido, o demônio lhe entregou um nabo com carvão que lhe serviu de lanterna.

Ao chegarem à América do Norte, os irlandeses trouxeram a festa do Halloween para as Américas e transformaram a lanterna de Jack em uma abóbora iluminada com feições humanas. Os disfarces e máscaras, tão usadas pelos participantes da festa, seriam uma forma de evitar que fossem reconhecidos pelos espíritos que vagam neste dia. Atualmente, as fantasias são utilizadas por crianças que batem às portas exigindo guloseimas no lugar de alguma travessura contra o proprietário da casa.

De fato, a celebração do Halloween remete a uma série de antigos valores da cultura bárbaro-cristã que se forma na Europa Medieval. Nessa época, várias outras festas celebravam o processo de movimentação do mundo ao destacar os opostos que configuravam o seu mundo. No jogo de oposições simbólicas, mais do que o valor de um simples embate, o homem acaba por visualizar a alternância e a transformação enquanto elementos centrais da vida.


24 de out de 2011
Fônico
Enfatiza as relações símbolo-som. Há duas "correntes". Na sintética, o aluno conhece os sons representados pelas letras e combina esses sons para pronunciar palavras. Na analítica, o aluno aprende primeiro uma série de palavras e depois parte para a associação entre o som e as partes das palavras. Pode utilizar cartilhas.

Linguagem total ("whole language")
Defende que os sistemas linguísticos estão interligados, e que a segmentação em imagens ou sons deve ser evitada. Os estudantes são apresentados a textos inteiros, já que acredita-se que "se aprende lendo". Em sala de aula, o professor lê textos para os alunos, que acompanham a leitura com o mesmo texto, assim se "familiarizando" com a linguagem escrita. A partir dessa familiarização, vão aprendendo palavras e, depois, as sílabas e as letras. Não utiliza cartilhas.

Orientação dos PCNs
Diagnóstico prévio do aluno antes de optar por qualquer método. Algumas crianças entram na primeira série sabendo ler. O professor lê textos em voz alta e é acompanhado pela classe, que tem em mãos os mesmos textos. Os alunos são estimulados a copiar textos com base em uma situação social pré-existente: por exemplo, eles ouvem poesias e compõem, por cópia ou colagem, seus cadernos de poemas favoritos. A leitura em voz alta por parte dos estudantes é substituída por encenações de situações que foram lidas, desenhos que ilustram os trechos lidos etc. As crianças aprendem a escrever em letra de forma; a consciência fônica é uma consequência. Não utiliza cartilhas.

Alfabético
Os alunos primeiro identificam as letras pelos seus nomes, depois soletram as sílabas e, em seguida, as palavras antes de lerem sentenças curtas e, finalmente, histórias. Quando os alunos encontram palavras desconhecidas, as soletram até decodificá-las. Pode utilizar cartilhas.

Analítico
Também conhecido como método "olhar-e-dizer", começa com unidades completas de linguagem e mais tarde as divide em partes. Exemplo: as sentenças são divididas em palavras, e as palavras, em sons. O "Orbis Sensualium Pictus" é considerado o primeiro livro escolar importante. Abaixo das gravuras estavam os nomes impressos para que os estudantes memorizassem as palavras, sem associá-las a letras e sons. Pode utilizar cartilhas.

Sintético
Começa a ensinar por partes ou elementos das palavras, tais como letras, sons ou sílabas, para depois combiná-los em palavras. A ênfase é a correspondência som-símbolo. Pode utilizar cartilhas.
"O construtivismo não é um método para a prática pedagógica. No entanto, o construtivismo contribui para o entendimento da forma como ocorre o aprendizado, e, nesse sentido, influencia na definição dos objetivos da educação formal e na formulação da intervenção pedagógica."
"Ao introduzirem uma linha de investigação evolutiva no campo da escrita, FERREIRO e TEBEROSKY trazem a possibilidade de melhor se entender a questão específica da escrita, até então ausente das
pesquisas feitas pela Linguística, pela Psicologia, pela Pedagogia."
"FERREIRO oferece-nos um instrumental de possibilidades de ver a criança no seu processo de aquisição da escrita, de verificar o que ela sabe e o que ela não sabe, porque é no que ela ainda não sabe, no que ela pode e tem condições de fazer com ajuda, com interferência do adulto, que o professor vai atuar. Nesse sentido, a descrição evolutiva ultrapassa o nível do diagnóstico e da avaliação inicial e contribui efetivamente para informar o desenho de situações de
ensino/aprendizagem."
"Muitas vezes a criança pergunta: "Está certo?". E o professor responde: "Está.". O que a criança procura ao fazer suas perguntas? O que ela está querendo de nós, professores? Ela está querendo
compartilhar a sua escrita, o que significa também o reconhecimento de uma imposição social da forma ortográfica. A escrita tem um valor social exatamente porque pode ser compartilhada. Portanto, escrever, por exemplo, pato com apenas a e o não é algo que possa ser compartilhado..."

"...a aprendizagem da leitura e da escrita não se dá espontaneamente; ao contrário, exige uma ação deliberada do professor e, portanto, uma qualificação de quem ensina. Exige planejamento e decisões a respeito do tipo, freqüência, diversidade, seqüência das atividades de aprendizagem. Mas essas decisões são tomadas em função do que se considera como papel do aluno e do professor nesse processo; por exemplo, as experiências que a criança teve ou não em relação à leitura e à escrita. Incluem, também, os critérios que definem o estar alfabetizado no contexto de uma cultura."

Marília Claret Geres Duran
22 de out de 2011

                         Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, de um modo ou de muitos, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela: para aprender, ensinar, aprender e ensinar. Para saber, fazer, ser ou conviver, todos dos dias misturamos a vida com a educação com uma ou com várias: educação/educações. Ora, como as promessas e os símbolos da educação sempre foram muitos adequados a momentos solenes! Não há uma forma única nem um único modelo de educação. Existe educação de cada categoria de sujeitos de um povo, ela existe em cada povo, ou entre povos que se encontram. Da família á comunidade, ela existe difusa em todos os mundos sociais, entre as incontáveis práticas dos mistérios do aprender, primeiro, sem classe de alunos, sem livros e sem professores especialistas, mias com escolas, salas, professores e métodos pedagógicos.
                   A educação é, como outras, uma fração do modo de vida dos grupos sociais que a criam e recriam, entre tantas outras invenções de sua cultura, em sociedade. Formas de educação que produzem e praticam, para que elas produzam, entre todos que ensinam e aprendem o saber que atravessa ás palavras da tribo, os códigos sociais de conduta, as regras de trabalho, os segredos da arte ou da religião, do artesanato ou da tecnologia que qualquer povo precisa para reinventar, todos os dias, a vista do grupo e homens, trocas que existem dentro do mundo social onde a própria educação habita, e ajuda a explicar, ás vezes ocular, ás vezes a inculcar de geração em geração, a da existência de sua ordem.
                   Por isso mesmo, e os índios sabiam, a educação do colonizador, que contém o saber de seu modo de vida e ajuda a confirmar a aparente legalidade de seus atos de domínio, na verdade não serve para ser a educação do colonizado. Não serve e existe contra uma educação que ele, não obstante dominado, também possui como um dos seus recursos, em seu mundo dentro de sua cultura.
                   Mais ainda a educação participa do processo de produção de crenças de idéias, de qualificações e especialidades que envolvem as trocas de símbolos, bens e poderes que, em conjunto, constroem tipos de sociedades. Vista em seu vôo mais livre, a educação é uma fração da experiência endoculturativa. O ensino formal é o momento para o seu exercício, produz os métodos, estabelece suas regras e tempos, e constitui executores especializados. Meninas são isoladas do resto da tribo, em todos os cantos do mundo, primeiro a educação existe como um inventário amplo de relações interpessoais diretas no âmbito familiar. Depois, a educação pode existir entre mesma cidade, gente de uma mesma linguagem semi especializado ou especialista do saber de algum ofício mais amplo ou mais restrito. Em todo o tipo de comunidade desigual, e onde o exercício social do poder ainda não foi centralizado por uma classe como um estado, existe a educação sem haver a escola e existe a aprendizagem sem haver o ensino especializado e formal, como um tipo de prática social separada das outras e da vida. A educação escolar que ajuda a separar o nobre do plebeu parece ser um ponto terminal na escala de invenção dos recursos humanos de transferência do saber de uma geração a outra. A primeira educação que houve em Atenas e Esparta foi praticada entre todos, nos exercícios coletivos da vida, em todos os cantos onde as pessoas conviviam na comunidade.
                   Os sofistas transformam a educação superior em um tempo de formação do orador, onde a qualidade da retórica tem mais valor do que a busca desinteressada da verdade, exercício dos nobres dos períodos anteriores. A educação do homem existe por toda parte e, muito mais do que a escola, é o resultado da ação de todo o meio sócio-cultural sobre os seus participantes. Ao pretenderem estabelecer os fins da educação do país, nossos legisladores, pelo menos em teoria, garantem para todos, o melhor a seu respeito. Não há liberdade no país e a educação não tem tido papel algum nos últimos anos para a sua conquista, não há igualdade entre os brasileiros e a educação consolida a escritura classista que pesa sobre nós, não há nela nem a consciência nem o fortalecimento dos nossos verdadeiros valores culturais.
                   A educação constitui dever da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios, dos Municípios, das empresas, da família e da comunidade em geral, que entrosaram recursos e esforços para promovê-la e incentivá-la. Não há apenas idéias opostas ou idéias diferentes a respeito da Educação, sua essência e seus fins. Há interesses econômicos, políticos que se projetam também sobre a Educação. Não erraram que aqui, como em toda parte, a fala que idealiza a educação esconda, no acordo com as idéias de alguns filósofos e educadores, a educação é um meio pelo qual o homem forma suas potencialidades biopsiquicas inatas, mas que não atingiram a sua perfeição sem a aprendizagem realizada através da educação. A idéia de que a educação não serve apenas á sociedade, ou á pessoa na sociedade, mas á mudança social e á formação conseqüente de sujeitos e agentes da mudança social, pode não estar escrita de maneira direta nas “leis do ensino”, afinal, as leis quase sempre são escritas por quem pensam que nem elas nem o mundo vão mudar um dia. Nada se faz entre os homens sem a consciência e o trabalho dos homens, e tudo o que tem poder de alterar a qualidade da consciência e do trabalho, tem o poder de participar de sua práxis e de ser parte dela.
                   A educação vale como um bem de mercado, e por isso é paga e ás vezes custa caro. A educação que chega á favela chega pronta na escola, no livro e na lição. A imensa massa dos próprios educadores da linha de frente do trabalho pedagógico tem o poder do exercício da reprodução das idéias prontas sobre a educação. Mas não tem o direito e o poder de participarem das decisões político-pedagógicas sobre a educação que praticam.



Referências Bibliográficas


BRANDÃO, Carlos Rodrigues. (O que é educação). 41ª reimpr.  - São Paulo: Brasiliense, 2002.

21 de out de 2011
Os quatro pilares da Educação são conceitos de fundamento da educação baseado no Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, coordenada por Jacques Delors.
No relatório editado sob a forma do livro: "Educação:Um Tesouro a Descobrir" de 1999 [1] , a discussão dos "quatro pilares" ocupa todo o quarto capítulo, da página 89-102, onde se propõe uma educação direcionada para os quatro tipos fundamentais de educação: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver com os outros, aprender a ser, eleitos como os quatro pilares fundamentais da educação. O ensino, tal como o conhecemos, debruça-se essencialmente sobre o domínio do aprender a conhecer e, em menor escala, do aprender a fazer. Estas aprendizagens, direcionadas para a aquisição de instrumentos de compreensão, raciocínio e execução, não podem ser consideradas completas sem os outros domínios da aprendizagem, muito mais complicados de explorar, devido ao seu caráter subjetivo e dependente da própria entidade educadora.
Proceder-se-á de seguida a uma breve dissertação sobre cada tipo de aprendizagem deloriana.
Aprender a Conhecer
Esta aprendizagem refere-se à aquisição dos “instrumentos do conhecimento”. Debruça-se sobre o raciocínio lógico, compreensão, dedução, memória, ou seja, sobre os processos cognitivos por excelência. Contudo, deve existir a preocupação de despertar no estudante, não só estes processos em si, como o desejo de desenvolvê-los, a vontade de aprender, de querer saber mais e melhor. O ideal será sempre que a educação seja encarada, não apenas como um meio para um fim, mas também como um fim por si. Esta motivação pode apenas ser despertada por educadores competentes, sensíveis às necessidades, dificuldades e idiossincrasias dos estudantes, capazes de lhes apresentarem
metodologias adequadas, ilustradoras das matérias em estudos e facilitadoras da retenção e compreensão das mesmas.
Pretende-se despertar em cada aluno a sede de conhecimento, a capacidade de aprender cada vez melhor, ajudando-os a desenvolver as armas e dispositivos intelectuais e cognitivos que lhes permitam construir as suas próprias opiniões e o seu próprio pensamento crítico.
Em vista a este objetivo, sugere-se o incentivo, não apenas do pensamento dedutivo, como também do intuitivo, porque, se é importante ensinar o “espírito” e método científicos ao estudante, não é menos importante ensiná-lo a lidar com a sua intuição, de modo a que possa chegar às suas próprias conclusões e aventurar-se sozinho pelos domínios do saber e do desconhecido.
Aprender a Fazer
Indissociável do aprender a conhecer, que lhe confere as bases teóricas, o aprender a fazer refere-se essencialmente à formação técnico-profissional do educando. Consiste essencialmente em aplicar, na prática, os seus conhecimentos teóricos. Atualmente existe outro ponto essencial a focar nesta aprendizagem, referente à comunicação. É essencial que cada indivíduo saiba comunicar. Não apenas reter e transmitir informação mas também interpretar e selecionar as torrentes de informação, muitas vezes contraditórias, com que somos bombardeados diariamente, analisar diferentes perspectivas, e refazer as suas próprias opiniões mediante novos fatos e informações.Aprender a fazer
envolve uma série de técnicas a serem trabalhadas. • Aprender a conhecer, combinando uma cultura geral, suficientemente vasta, com a possibilidade de trabalhar em profundidade um pequeno número de matérias. O que também significa: aprender a aprender, para beneficiar-se das oportunidades oferecidas pela educação ao longo de toda a vida.
Aprender a viver com os outros
Este domínio da aprendizagem consiste num dos maiores desafios para os educadores, pois atua no campo das atitudes e valores. Cai neste campo o combate ao conflito, ao preconceito, às rivalidades milenares ou diárias. Se aposta na educação como veículo de paz, tolerância e compreensão; mas como fazê-lo?
O relatório para UNESCO não oferece receitas, mas avança uma proposta baseada em dois princípios: primeiro a “descoberta progressiva do outro” pois, sendo o desconhecido a grande fonte de preconceitos, o conhecimento real e profundo da diversidade humana combate diretamente este “desconhecido”. Depois e sempre, a participação em projetos comuns que surge como veículo referencial na diluição de atritos e na descoberta de pontos comuns entre povos, pois, se analisarmos a História Humana, constataremos que o Homem tende a temer o desconhecido e a aceitar o semelhante.Hoje em dia os alunos tem que respeitar os professores como eles são respeitados em casa assim deve ser a manifestação do aluno.
Aprender a ser
Este tipo de aprendizagem depende diretamente dos outros três. Considera-se que a Educação deve ter como finalidade o desenvolvimento total do indivíduo “espírito e corpo, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade”.
À semelhança do aprender a viver com os outros, fala-se aqui da educação de valores e atitudes, mas já não direcionados para a vida em sociedade em particular, mas concretamente para o desenvolvimento individual.
Pretende-se formar indivíduos autônomos, intelectualmente ativos e independentes, capazes de estabelecer relações interpessoais, de comunicarem e evoluírem permanentemente, de intervirem de forma consciente e proativa na sociedade.
[1] http:/ / unesdoc. unesco. org/ images/ 0012/ 001298/ 129801por. pdf
17 de out de 2011
Vamos conhecer as novas metas, e ver o pq elas são tão importantes a todos nos Brasileiros:


Atualmente, há no planeta mais de um bilhão de crianças sem receber sequer a educação básica, o que aponta para um futuro sombrio e caótico. O desinteresse dos alunos e a educação de baixo nível significam que no Brasil, em comparação com outros países, os alunos que terminam a escola estão entre os menos educados do mundo.
Em boa hora, o ministro da Educação, Fernando Haddad, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, (em 15 de dezembro de 2010) o projeto de lei do novo Plano Nacional de Educação (PNE), que irá vigorar na próxima década.  O novo PNE tem como meta número um o atendimento à população infantil.
Examinando os problemas da educação no Brasil, destacamos duas principais necessidades: a primeira se refere aos alunos que não conseguem aprender a ler com fluência e ter compreensão do que estão lendo. A segunda é o contínuo crescimento do índice de abandono escolar devido à repetência no início do ensino fundamental.
Nas famílias menos preparadas, faltam estímulos para que as crianças tenham interesse de aprender e sede de saber. Sete em cada dez crianças brasileiras de até cinco anos estão fora da escola. Vivendo num ambiente com pouco incentivo para o aprendizado, as crianças  ficam limitadas para o aprendizado futuro. Temos que incentivar o ingresso na pré-escola como meio para suprir essa lacuna. Portanto, a universalização do ensino infantil se constitui na grande esperança para a conquista de um melhor futuro para o País e para as populações carentes.
Segundo o ministro da Educação, o novo PNE repete algumas das metas do Plano aprovado em 2001 e que não foram cumpridas. Entre elas, a erradicação do analfabetismo, a inclusão de 30% dos jovens de 18 a 24 anos no ensino superior e a garantia do atendimento em creche para 50% das crianças de até três anos. Na avaliação de Haddad, algumas metas colocadas pelo plano anterior "não eram razoáveis".

"Para quem tinha 9% de atendimento em creche (em 2001), chegar a 50% (até 2010) era uma meta não realista. Agora, que estamos em um patamar de 20% (percentual aproximado de crianças de até três anos matriculadas em creches) e a presidente eleita se comprometeu formalmente com a educação infantil, penso que chegar a 50% (até 2020) é factível. Antes era muito difícil quintuplicar a matrícula em uma década, não era razoável", avaliou.
 Metas:
Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de quatro e cinco anos, e ampliar, até 2020, a oferta de educação infantil de forma a atender a 50% da população de até três anos.

Meta 2: Criar mecanismos para o acompanhamento individual de cada estudante do ensino fundamental.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Meta 4: Universalizar, para a população de quatro a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade.

Meta 6: Oferecer educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de educação básica.

Meta 7: Atingir as médias nacionais para o Ideb já previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE)

Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no país e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional.

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de educação de jovens e adultos na forma integrada à educação profissional nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da educação superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de educação superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores. Sete estratégias.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de 60 mil mestres e 25 mil doutores. Nove estratégias.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que todos os professores da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da educação básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, e garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da educação básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de 11 anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.

Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Enfim, dinheiro aplicado em educação, nao é custo, mas sim investimento na melhoria da qualidade humana, o que certamente trará um futuro melhor.




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